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SGL Abril 280 2

A fundação da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e os seus antecedentes históricos foi o tema da comunicação de Lourenço Correia de Matos, com a qual se iniciou o VII Seminário Internacional de Falerística da Sociedade de Geografia de Lisboa, realizado no passado dia 11 de Abril.

Na sua intervenção, Lourenço Correia de Matos, sócio da LMT Consultores em História e Património, abordou a criação da Ordem em 1818 por D. João VI, no dia da sua aclamação no Rio de Janeiro, bem como os antecedentes da mesma, nomeadamente no que respeita ao culto da Imaculada Conceição de Maria pela dinastia de Bragança.

Promovido pela Secção de Genealogia, Heráldica e Falerística da Sociedade de Geografia de Lisboa, este encontro, comemorativo dos 200 anos da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, teve como comissários científicos Vítor Escudero e o próprio Lourenço Correia de Matos.

A sessão decorreu no Auditório Adriano Moreira e a abertura dos trabalhos esteve a cargo do presidente daquela instituição académica, Luís Aires-Barros, acompanhado na mesa por Suas Altezas Reais o Duque de Bragança, D. Duarte, e o Duque de Viseu, D. Miguel.

Esta iniciativa contou com o alto patrocínio da Fundação Dom Manuel II e da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Seminário RONSCVV 11 Abril 2018

Largo São Paulo

A LMT Consultores em História e Património realizou recentemente um estudo sobre uma família, através de dois ramos da sua ascendência que se cruzaram em diversas ocasiões, seguindo a origem dos apelidos que permaneceram em uso até nos nossos dias.

Estabelecidas em Lisboa desde o século XIX, essas duas linhas familiares tinham origens bem diversas e vieram a aliar-se se em três casamentos distintos, no final daquela centúria e início da seguinte.

Um dos ramos – que segue a linha da varonia e cujo apelido se mantém – tem origem num militar originário da Estremadura, que, ainda muito jovem, participou na campanha do Rossilhão, que opôs Portugal e Espanha, com o apoio inglês, à França saída da revolução. Após uma longa carreira na Brigada Naval, esse remoto antepassado alcançou o posto de marechal de campo. Diversos filhos e netos seus seguiram igualmente a vida castrense, atingindo elevados postos, pelo que foi reconstituído o percurso profissional de todos eles através da consulta dos processos militares.

Já o outro ramo com que alguns destes se aliaram era originário do Minho, estabelecendo-se em Lisboa através de diversos indivíduos que adoptaram e perpetuaram o nome da terra de origem como apelido. Radicaram-se na zona de São Paulo, na capital, e dedicaram-se ao comércio, nomeadamente de produtos químicos, tendo alguns dos seus membros conquistado uma respeitável posição no mundo empresarial e financeiro oitocentista. Com o levantamento realizado foi possível relacionar todos os que usaram o mencionado apelido toponímico na Lisboa do século XIX, determinando o tronco comum, assim como os principais ramos da descendência, em Portugal e no Brasil.