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O Tribunal Judicial da Comarca de Faro acaba de julgar totalmente procedente uma acção de reconhecimento de propriedade privada no âmbito da legislação sobre a titularidade dos recursos hídricos (domínio público marítimo), patrocinada pela sociedade de advogados Vaz Serra & Associados com o apoio da LMT Consultores em História e Património.

O trabalho desenvolvido abrangeu a realização de uma exaustiva investigação histórico-patrimonial, maioritariamente desenvolvida em arquivos algarvios, a qual possibilitou recuperar o trato sucessivo do imóvel em causa desde o presente até à primeira metade do século XIX, documentando-se as muitas transmissões e desanexações sofridas ao longo do tempo.

Numa fase subsequente, a LMT Consultores em História e Património procedeu à obtenção de certidões dos documentos manuscritos identificados durante a pesquisa, realizando a respectiva transcrição formal a fim de serem juntos ao processo, cuja sentença declarou a inexistência de quaisquer factos não provados.

Por último, João Bernardo Galvão Teles, jurista e académico correspondente da Academia Portuguesa da História, sócio da LMT Consultores em História e Património, prestou prova testemunhal em juízo enquanto coordenador da investigação realizada, reconhecendo o tribunal que o seu depoimento se pautou pela "serenidade, objectividade e isenção".

O bom desfecho desta acção permitiu aos proprietários libertarem o seu imóvel de um pesado ónus que sobre ele pendia. 

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A LMT Consultores em História e Património realizou recentemente uma investigação sobre uma herdade situada no Baixo Alentejo, na qual está a ser implementado um ambicioso projecto vinícola. Numa parceria com a Myhre Design e a Tinta Amarela, empresas especializadas na criação e desenvolvimento de marcas de vinho, o trabalho teve por objectivo disponibilizar conteúdos históricos que contribuam para a construção da identidade institucional e corporativa do novo produtor.

O estudo realizado permitiu traçar, desde o século XV, o percurso da família historicamente detentora da propriedade, considerada umas das mais notáveis e destacadas de toda a região, onde possuía um avultado património. Os seus membros eram habitualmente referidos como "lavradores com grossa lavoura" ou "de abundante cabedal".

Entre as muitas informações sobre a vida de cada um dos proprietários ao longo dos séculos, foram também desvendadas pequenas estórias, como aquela que aconteceu à roda de 1630, quando um elemento da família foi preso por ter aparecido com uma espingarda na praça da vila onde residia ao dizerem-lhe que o pai estava envolvido numa briga. Ou outra, ocorrida duzentos anos mais tarde, em plena guerra civil que opunha liberais e miguelistas, quando o proprietário de então mandou o seu feitor "enterrar ou esconder com o fim de se escaparem ao saque dos satélites da usurpação" nada menos do que 7 mil cruzados em dinheiro!

Num tempo em que o trabalho da terra ainda era feito com a ajuda de poderosas juntas de bois – alguns com nomes tão pitorescos como Pardal, Marrafa, Medronho ou Perdigoto –, existiam na herdade estudada 2 bácoros, 47 porcos, 1 varrasco, 9 vacas paridas com bezerros, 18 vacas forras e 1 touro, além de 7.500 quilos de palha.

Agora, conhecedor do passado do pedaço de Alentejo que irá assistir ao nascimento dos futuros vinhos, o novo produtor está pronto para continuar a escrever uma História certamente ainda mais saborosa!